Coordenadoria da Infância promove recadastramento biométrico de 40 adolescentes institucionalizados

10 Nov 2017

Por: Ascom TJBA
Foto: Ascom TJBA

Exercer a cidadania, aumentar a capacidade de formar sua própria opinião e saber escolher o candidato certo para lhe representar. Foi com esse objetivo que a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Bahia promoveu, em parceria com a Escola Judiciária Eleitoral (EJE), o recadastramento biométrico de 40 adolescentes, entre 16 e 18 anos de idade, que vivem em casas de acolhimento, em Salvador.

A ação aconteceu na tarde de quarta-feira (8), no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE - BA), localizado no Centro Administrativo.

“O fato desses jovens viverem em casas de acolhimento não deve ser um empecilho para exercerem o papel de cidadão. Precisamos permitir e proporcionar situações em que eles participem da vida social”, disse o desembargador Emílio Salomão Resedá, responsável pela Coordenadoria.

Além do recadastramento, os adolescentes fizerem uma excursão pelo prédio, onde aprenderam sobre a história do voto no Brasil e os caminhos percorridos até chegar nas urnas eletrônicas. Muitos dos que estavam presente ainda não votaram pela primeira vez, então para prepará-los uma dinâmica foi realizada, com uma simulação da eleição.

Empolgados, eles fizeram perguntas, participaram das atividades e receberam informações do poder que possuem através do voto. “Quando escolhemos nosso candidato, precisamos ter consciência que passamos pra ele o poder de tomar decisões que irão influenciar na vida de todo mundo”, explicou Adriana Passos, servidora da EJE, ao palestrar sobre a importância dos jovens pesquisarem sobre a vida do candidato.

Jessiane Reis, 17 anos, ressalta o quanto essa ação foi importante. “É uma forma de estarmos por dentro do que acontece na sociedade e de adquirirmos arsenal para construir nossa opinião.”

Para a educadora Arlete Costa, a recompensa de proporcionar aos adolescentes que eles tenham um conhecimento aprofundado sobre os seus direitos e governantes é vê-los formados em cidadãos completos. “Muitos não sabiam nem mesmo o que era biometria. Essa tarde está sendo essencial para a vida deles”, revelou.

Participaram da ação as instituições Caasah, Acopamec, Pérolas de Cristo, Centro Nova Semente e unidades de acolhimento inconstitucionais dos bairros de Boca do Rio, Pituaçu e 2 de Julho.

Para o desembargador Salomão Resedá é necessário que haja o incentivo do recadastramento biométrico também para os jovens que vivem em casas de acolhimento nas comarcas do interior.