Políticas públicas para a primeira infância são tema de conferência internacional em Brasília

21 Mar 2018

Por: ONU Brasil
Foto: Beto Barata/PR

Compartilhar experiências e lições aprendidas com a ampliação de programas de desenvolvimento da primeira infância e estabelecer um consenso nacional duradouro em torno do programa ‘Criança Feliz’ é a proposta da Conferência Internacional da Primeira Infância, que teve início do dia 20 de março, em Brasília. Cinco organismos das Nações Unidas no Brasil apoiam o programa desde sua concepção, em 2016.

Organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a conferência deverá alcançar público de aproximadamente 150 convidados brasileiros e estrangeiros, incluindo gestores de políticas públicas, pesquisadores e representantes de vários setores envolvidos no desenvolvimento da primeira infância.

A cerimônia de abertura da conferência teve a presença do presidente da República, Michel Temer; do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos; do ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; entre outras autoridades dos governos brasileiro e colombiano.

O coordenador-residente do Sistema ONU e representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Niky Fabiancic, também compôs a mesa e destacou a relevância do programa Criança Feliz para o desenvolvimento inclusivo e sustentável.

“A promoção do desenvolvimento na primeira infância tem sido objeto de atenção mundial e prioridade nas políticas públicas. É consenso entre especialistas que as bases do desenvolvimento humano integral são construídas fundamentalmente nos primeiros seis anos de vida”, ressaltou Fabiancic.

“O desenvolvimento da menina e do menino na primeira infância é a chave para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, como também tem um efeito multiplicador em outros Objetivos Globais, incluindo aqueles relacionados a nutrição, saúde, educação e proteção”, completou.

Cinco organismos das Nações Unidas no Brasil apoiam o programa Criança Feliz desde sua concepção, em 2016: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e PNUD.

A UNESCO, o UNICEF e a OPAS/OMS colaboraram tanto na construção de referenciais teóricos e parâmetros metodológicos quanto no processo de capacitação de multiplicadores estaduais e municipais.

A UNESCO, também na organização da Conferência Internacional da Primeira Infância, contribui para a execução do programa em todo o país, por meio da contratação de consultorias especializadas, produção de conhecimento, elaboração de estudos técnicos e realização de capacitações.

O UNICEF e a OPAS/OMS têm apoiado e participado da capacitação de multiplicadores estaduais, que atuam junto a pais e cuidadores por meio da intervenção Cuidados para o Desenvolvimento da Criança (CDC), metodologia preconizada por ambas organizações, tendo sido adotada em todas as capacitações promovidas no âmbito do Programa Criança Feliz.

O PNUD tem apoiado o fortalecimento institucional da Secretaria Nacional do Desenvolvimento Humano, responsável pela gestão do ‘Criança Feliz’, além de participar da execução do projeto “Bases para a Avaliação de Impacto do Programa Criança Feliz”, que tem como objetivo definir e aplicar protocolo de avaliação de impacto, bem como elaborar questionários e instrumentos para a coleta de dados a nível municipal, em parceria com o MDS, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e a Fundação Itaú Social.