Augusto Cury abrilhanta congresso da Abraminj

12 Jun 2018

Por: Abraminj

Na tarde do primeiro dia do XXVI Congresso da Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude – Abraminj (11/6), os associados foram contemplados com a palestra “Gestão da Emoção: Treinando Mentes Brilhates”, de Augusto Cury, médico psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor brasileiro.

Augusto Cury iniciou sua apresentação desafiando a plateia, a quem chamou de alunos e não de expectadores, a embarcar em uma viagem para dentro de si mesmo e a estudar sistematicamente o próprio pensamento. Ao comparar a mente humana a um veículo, Cury afirma que há mais de um piloto na sua direção. “Além do 'EU', há fenômenos inconscientes, que produzem ideias, fantasias, emoções, sem a sua autorização. Entender isso muda tudo na nossa espécie. Se vocês não pensam tudo aquilo que querem pensar, quem pensa o resto? Quem está no comando da mente humana? Por que pais elevam o tom de voz para seus seus filhos? Por que casais casais começam um relacionamento no céu do afeto e terminam no inferno dos atritos? Quem está no comando da psiquê e nos leva a pronunciar palavras e a ter atitudes e reações que nós não gostaríamos de ter diante das pessoas, dos filhos, dos parceiros, colegas de trabalho?”, provocou o renomado escritor brasileiro.

Segundo Cury, além do Eu (vontade consciente), há, pelo menos, quatro fenômenos que leem a memoria “sem  autorização” e explicou cada um deles ao longo da palestra. Conforme seus ensinamentos, para cada estímulo físico ou psíquico, o gatilho irá acionar a leitura da memória e produzir as primeiras reações, impressões, sensações, sentimentos e pensamentos. “Todo o ser humano tem uma arma que dispara no seu cérebro milhares de vezes, por hora. Enquanto eu estou falando, um gatilho está sendo disparado para que vocês entendam cada verbo, pronome, substantivo”, esclareceu.

Ao conceituar outro fênomeno, Cury afirma que nenhum pensamento desaparece. Para toda emoção angustiante, autodepressiva, para o vazio existencial, conflito não criticado e confrontado com o EU, desesperos e preocupações intensas “há um biógrafo chamado Fenômeno RAM – Registro Automático da Memória – desenhando a sua historicidade, mapeando a sua personalidade. Se vocês não atuarem no desenvolvimento dos pensamentos, eles farão parte da mente humana”.

Ele relata o processo: “Quando o gatilho da memória dispara abrindo uma janela e se essa janela é traumática, um  terceiro fenômeno se instala, o da Âncora da Memória, e fecha o circuito. É nesse momento que se instala a violência e que as pessoas agem sem pensar, e se tornam predadores ou presas de outros”.

Cury ensina que o caminho da gestão da emoção passa pela compreensão da complexidade dos pensamentos, para que o EU saia da situação de cárcere e assuma a função de piloto da própria mente. Para tanto, ele estimula a exercitar e desenvolver a arte de duvidar da dificuldade de superar traumas e de se reinventar; criticar pensamentos pertubadores removendo os "lixos emocionais” e, ainda, determinar a emoção, com autoridade, a fim de ser autor da própria história.

“Ninguém muda o outro”, diz Augusto Cury. Com essa fala, ele aconselha pais a observarem os acertos imperceptíveis de seus filhos, encorajando-os e tendo uma reação altruísta, como parabenizá-los por seus méritos. “Nunca se deve apontar falhas antes de elogiar. Quando primeiro se exalta dá-se musculatura ao EU”.

O palestrante aconselhou as pessoas a serem: agradáveis, quando relaxam a despeito das pertubações, admiráveis e surpeendentes, quando dizem coisas jamais esperadas ao estarem sob o foco de tensão. “Com essas ferramentas de gestão da emoção, você pode dar um salto na capacidade de gerir a sua vida, para que os outros possam vê-lo mais otimista, bem-humorado, porque você tem treinamento”.  

Sobre Augusto Cury

Dr. Augusto Cury é médico psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor. Estágio no Centre Medical Marmottan – Paris/França. Cursou créditos stricto sensu na Espanha em ciências da educação e na PUC de São Paulo em psicologia social.  Sua teoria foi usada em pós-graduação, lato sensu em faculdades como a UniFil. Ao longo de 30 anos de carreira, atuando como psiquiatra, pesquisador e escritor, o Dr. Augusto Cury alcançou o reconhecimento nacional e internacional, tornando-se o autor mais lido da última década, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, revistas Veja e IstoÉ. Seus livros são publicados em mais de 70 países e já vendeu mais de 25 milhões de livros somente no Brasil.