Campanha de incentivo à adoção tardia contribui para aumento de 13% da mudança do perfil de pretendentes

21 Jun 2018

Por: TJPB
Foto: TJPB

Casais passaram a preferência de bebês de zero a dois anos para crianças até 10 anos

A Campanha ‘Não resista ao amor. Adote.’ contribuiu para o aumento de 13% da mudança dos perfis de pretendentes à adoção, que passaram a incluir crianças de zero a 10 anos como preferência. “Estamos muito felizes com o resultado e esperamos que esse número continue crescendo, pois manteremos o incentivo às visitas às Casas de Acolhimento e encontros como o desta noite”, afirmou o juiz Adhailton Lacet Porto, titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude da Capital. A iniciativa foi encerrada na noite desta quarta-feira (20), com uma comemoração no Popotomus (casa de festas) e apresentação da cantora mirim Mariah Yohana do The Voice Kids 2018.

Coordenador da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba, Adhailton Lacet acrescentou, ainda, que os resultados da campanha deste ano ultrapassaram todas as expectativas, com a contribuição da mídia, e a parceria com a Rede Paraíba de Comunicação. “Sem dúvida, tivemos uma maior amplitude este ano e as pessoas estão passando a enxergar com bons olhos essa possibilidade de buscar crianças maiores, conhecida como ‘adoção tardia’, inclusive no interior do Estado”, considerou o magistrado.

O presidente do TJPB, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, apoiou desde o início a campanha em virtude do seu objetivo. “Agradecemos o apoio da Rede Paraíba de Comunicação, que divulgou a campanha nas suas TVs, rádios, portais e mídias sociais, importante contribuição para a mudança de cultura em relação ao tema em nosso país”, afirmou.

Essa observação foi ratificada pelo presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juiz Jayme de Oliveira, que lembrou dos dados nacionais que mostraram que há mais pessoas cadastradas para adotar do que crianças ou adolescentes disponíveis. “De maneira que o que falta é encontro como esses, entre essas pessoas, para desenvolver e investir nessa realidade. Verificamos que iniciativas como essa está crescendo no Brasil, e a Paraíba está de parabéns com os resultados obtidos, que trará muitos bons frutos para os envolvidos”, ponderou.

Os esforços para a adoção tardia ocorrem porque a maior parte dos pretendentes preferem bebês até dois anos, diferentemente do casal Silas Jurumenha e Priscila Torquato, que decidiram ampliar a família pela adoção. “Eu cresci pensando em ter filhos adotivos. E, tem que ser dois, irmãos, de zero a seis anos, pessoas com necessidades especiais ou não”, afirmaram. 

“Essa campanha é boa porque tem tanta criança com um pouquinho de mais idade que precisam de um lar, e é bom para os pais que ainda podem acelerar o processo ao ampliarem o perfil”, observou Silas. Para eles, é importante, também, criar esse contato entre os adolescentes e os possíveis pais. “Eu não criei expectativas, mas se eu conhecer hoje um rapaz ou uma moça, amanhã eu vou na vara alterar nosso perfil”, revelou Priscila.

Com muitos sonhos a realizar, como terminar a escola e fazer curso de Inglês, Computação e Teatro, Letícia, de 12 anos, participou da festa muito feliz. “Quando eu encontrar uma família vai ser a coisa melhor do mundo”, disse.

A artista plástica Jô Cortez, autora da arte que estampa a campanha também compareceu ao evento. “Foi um privilégio participar e agregar ao meu trabalho, que já fala de afeto, família e infância, a interpretação do Judiciário”, explicou.

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