CASE Jaboatão

18 Dez 2014

Considerado um modelo de ressocialização de adolescentes em situação de privação de liberdade, o projeto tem o olhar voltado para a educação como forma de ressocializar menores infratores. O sucesso desse trabalho do Estado de Pernambuco está na excelência profissional dos envolvidos, que colocam a educação na base de todas as ações executadas nas unidades onde estão internados. Os adolescentes são submetidos a uma rotina diária de aulas do currículo escolar nacional e todas as ações desenvolvidas como oficinas de capoeira, LEGO-Education, robótica, artes plásticas, arte circense, informática, alfabetização e novas oportunidades de aprendizagem passam pelo aparato pedagógico da escola.

O “CASE Jaboatão: o modelo brasileiro de ressocialização de menores” foi o finalista do Prêmio Especial Innovare de 2014, concorrendo com outros 111 inscritos. Os premiados foram contemplados no dia 16 de dezembro de 2014, em cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o professor Adalberto Marques, autor do projeto, estar na final da edição de 2014 é uma oportunidade única. “Pernambuco tem um dos melhores centros de reabilitação de menores do Brasil. Em Jaboatão, nós investimos na educação de cerca de 70 adolescentes infratores. Nós aproveitamos pra usar o que a ciência disponibiliza com o objetivo de despertar o interesse pelo estudo e atrair a atenção deles. As aulas de robótica são um dos grandes diferenciais do projeto em que os meninos reaproveitam materiais que são jogados no lixo para a criação de robôs. Eles aprendem a partir do que eles fabricam. Com o projeto, nós criamos uma forma nova de assistir esses menores quando saem do sistema e chegamos a um resultado muito bom”, explicou.

Na ocasião da premiação, o professor ressaltou a importância do Prêmio: "Quero agradecer a iniciativa deste tão importante prêmio, que valoriza a educação em nosso país. A educação pode, sim, mudar o mundo e eu tenho a certeza disso todos os dias trabalhando com os menores da CASE", comemorou Adalberto.