Presidente do Fonajuv conquista 1º lugar no Prêmio AMAERJ Patrícia Acioli de Direitos Humanos
Noeli Reback, que também é diretora da Abraminj, foi reconhecida por projeto que promove a inclusão de adolescentes em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho
A juíza Noeli Salete Tavares Reback, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), conquistou o 1º lugar na categoria Trabalhos dos Magistrados do 15º Prêmio AMAERJ de Direitos Humanos – Patrícia Acioli, uma das principais premiações nacionais dedicadas ao reconhecimento de iniciativas em defesa dos direitos humanos e da cidadania.
A magistrada, que preside o Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv) e integra a diretoria da Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj) como assessora especial de Convênios, foi premiada pelo Projeto Jovem Cidadão no Mercado de Trabalho – Inclusão e desenvolvimento.
A iniciativa conecta adolescentes em situação de vulnerabilidade social atendidos pela Vara da Infância e Juventude de Ponta Grossa, no Paraná, em razão de medidas de proteção ou socioeducativas, a oportunidades de aprendizagem e de ingresso no mercado de trabalho.
A premiação foi entregue no dia 1º de outubro, em cerimônia realizada no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A 15ª edição recebeu 499 inscrições de todas as regiões do país e reconheceu 18 iniciativas nas categorias Trabalhos dos Magistrados, Trabalhos Acadêmicos, Práticas Humanísticas e Reportagens Jornalísticas.
Criado pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) em 2012, o Prêmio AMAERJ de Direitos Humanos – Patrícia Acioli homenageia a memória da juíza Patrícia Acioli, assassinada em 2011, e busca dar continuidade à sua trajetória de defesa da dignidade humana. A premiação estimula iniciativas voltadas à promoção dos direitos humanos e ao fortalecimento do diálogo entre o Poder Judiciário e a sociedade.
Para Noeli Reback, o reconhecimento ganha dimensão especial por destacar uma iniciativa diretamente vinculada à atuação da Justiça da Infância e da Juventude.
“Receber uma premiação nacional de tamanha relevância na área dos Direitos Humanos é uma honra imensa. Mas o significado é ainda maior quando esse reconhecimento alcança a magistratura especializada da Infância e da Juventude e evidencia a importância de uma jurisdição comprometida com a proteção e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. São momentos como este que nos fazem olhar para a caminhada e sentir que todo esforço vale a pena. Momentos que renovam o amor pela toga, fortalecem o compromisso com a Justiça e fazem crescer, ainda mais, o orgulho de ser magistrada da infância e juventude”, afirmou.