Vídeo aborda a importância do acolhimento familiar e apresenta a experiência de Cascavel como referência
A Abraminj disponibilizou um novo vídeo sobre Acolhimento Familiar, com a participação do desembargador Sérgio Luiz Kreuz, presidente do Conselho de Supervisão dos Juízos da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Paraná (CONSIJ/TJPR) e dirigente da Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJPR.
No material, o magistrado apresenta os fundamentos legais da política de acolhimento, dados da experiência do município de Cascavel (PR) e pontos considerados essenciais para o fortalecimento desse modelo no Brasil.
Ao longo da apresentação, Cascavel é destacada como uma referência nacional em acolhimento familiar, concentrando cerca de 20% de todos os acolhimentos familiares do país. O município é citado como exemplo de organização do serviço, com equipe técnica especializada, articulação entre Judiciário, poder público e rede de proteção, além de acompanhamento contínuo das famílias acolhedoras e das crianças e adolescentes atendidos. A experiência é apresentada como um modelo possível de ser replicado por outros municípios.
O vídeo também contextualiza o acolhimento familiar dentro da legislação brasileira, reforçando que se trata de uma medida provisória e excepcional, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente. Entre os pontos apresentados estão o prazo máximo de 18 meses para permanência no acolhimento, a realização de reavaliações periódicas a cada três meses e os prazos para manifestações, recursos e decisões judiciais, além da possibilidade excepcional de extensão da medida para jovens entre 18 e 21 anos, nos casos previstos em lei.
Nesse contexto, o material reforça que o acolhimento familiar não substitui a família de origem nem a adoção, mas funciona como uma etapa de cuidado e proteção enquanto a Justiça e a rede socioassistencial trabalham para definir o encaminhamento mais adequado para cada criança ou adolescente. Durante esse período, busca-se garantir convivência familiar, rotina, vínculos afetivos e acompanhamento individualizado, evitando a permanência prolongada em instituições.
Outro aspecto abordado é o papel das famílias acolhedoras e das equipes técnicas que acompanham o serviço. A apresentação destaca a importância de profissionais exclusivos para o acolhimento familiar, do suporte contínuo às famílias e às crianças e adolescentes, do acompanhamento no momento do desligamento e da disponibilidade permanente de atendimento, de forma a garantir segurança, estabilidade e qualidade no cuidado oferecido.
Também é destacado que o fortalecimento do acolhimento familiar depende diretamente do engajamento dos municípios, tanto na estruturação das equipes técnicas quanto na mobilização e preparação das famílias interessadas em participar do serviço. A experiência de Cascavel é apresentada como um exemplo de que, quando há investimento, planejamento e acompanhamento contínuo, o modelo se consolida e amplia as possibilidades de cuidado mais humanizado dentro do sistema de proteção à infância e à juventude.
O desembargador ressalta fatores considerados fundamentais para o sucesso do serviço, como a necessidade de demonstrar resultados, valorizar os profissionais envolvidos e manter a persistência na implantação e no fortalecimento da política pública, mesmo diante de desafios e dificuldades.