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Abraminj marca presença no Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes

Abraminj marca presença no Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes

Nos dias 29 e 30 de junho de 2026, Brasília recebeu o Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, realizado no Hotel Royal Tulip, sob coordenação do Ministério da Saúde. O evento reuniu gestores, especialistas, representantes de movimentos sociais e, sobretudo, os próprios sujeitos da política: crianças e adolescentes.

Com o tema central “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”, o fórum coroou um ciclo de debates que percorreu os estados brasileiros em etapas regionais, entre elas a etapa Centro-Oeste, sediada em Goiás.

A Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e Juventude (Abraminj) esteve representada pela Juíza Rejane Jungbluth Suxberger, titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal.

O fórum centrou suas discussões na integração intersetorial entre saúde, educação e assistência social, com ênfase na escuta ativa do público infantojuvenil como método e como valor. Os debates abordaram ainda desafios contemporâneos que afetam diretamente esse público, como os impactos do uso excessivo de mídias sociais no neurodesenvolvimento e a violência entre pares.

O protagonismo em cena

Um dos momentos mais significativos do evento foi a participação de duas jovens vinculadas à Fiocruz, ambas ex-acolhidas do Distrito Federal. Uma delas acaba de completar 18 anos; a outra foi reintegrada à sua família. Hoje, as duas desenvolvem trabalho de pesquisa social na Fiocruz com um diferencial que sintetiza o espírito do fórum: não são apenas objeto de estudo, mas protagonistas da própria pesquisa.

Ao solicitarem espontaneamente espaço para conceder entrevista e compartilhar suas trajetórias, essas jovens tornaram concreto o que o evento propôs como princípio: a voz de crianças e adolescentes não é complemento à política pública, é sua fundação.

A juíza Rejane Jungbluth Suxberger destacou o significado da presença da ABRAMINJ nesse espaço. “O fórum nos lembra que a saúde mental de crianças e adolescentes não se constrói em um único setor. O Judiciário, através das varas da infância, tem papel ativo nessa teia — não apenas para intervir quando algo falha, mas para contribuir, desde o início, com a construção de uma política que seja de fato protetiva. Estar aqui é parte desse compromisso.”

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